Carnaval

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Este ano, o Carnaval não há. E tudo devido a um triângulo amoroso entre “a minha altura”, “um dos desportos mais agressivos e assimétricos” e “uma profissão ainda pouco exercida”. Este triângulo amoroso há semanas que me atormenta com dores que não se cansam de doer.

Amanhã, finalmente vou começar os tratamentos e, a julgar por umas lágrimas que foram obrigadas a ficar no sítio delas depois de os dedos do terapeuta começarem a fazer o seu diagnóstico, não vão ser nada fáceis.

Mas hoje acordei com vontade de fazer Cupcakes. Foi a primeira vez e até correu bem. E apesar de não estarem perfeitos, deu para perceber o mecanismo da coisa e os próximos ficarão mais bonitos. Estes são os sobreviventes do almoço, mas não vão sobreviver à criançada!

 

Para a próxima ficam mais bonitos 🙂

E é tudo por agora.

Apertem com o André que ele tem muitas novidades boas para escrever aqui, sobretudo sobre o Carnaval 🙂

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Portugal

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Olá amigos que não sabem de mim há meses!

Comigo está tudo bem, mas os primeiros tempos em Portugal não foram nada fáceis. Primeiro porque ressaquei de Pizza e Cappuccino, sobretudo deste último o que deu aso a tentativas desesperadas de reproduzir esta iguaria. Caí uma ou duas vezes no erro de ir a um café qualquer e pedir um Cappuccino e depois arrependia-me muito. Mas neste momento já consigo reproduzir um belo Cappu, como este aqui que eu estou a beber!

Além disto tudo, tive de lidar com um tipo de stress pós traumático com o qual não estava a contar. Isto é, depois de ter ligado o meu instinto de sobrevivência em Itália para atravessar passadeiras, quando cheguei a Portugal e tinha de atravessar uma, esse mesmo instinto ficava confundido com toda a parafernália de luzes, sons e até contagens decrescentes e só me apetecia ir atravessar a rua noutro sítio qualquer, pelo meio dos carros em andamento. Claro que optar por esta última hipótese é capaz de ser mais perigoso aqui em Portugal do que em Itália porque, apesar de por cá ainda haver muitos jeitosos a atravessar ruas de qualquer maneira, não são os suficientes para treinar os reflexos dos automobilistas portugueses, assim como estão treinados os italianos. Neste momento, já consigo atravessar passadeiras sem suores frios e sem ficar feita parva com o sinal verde à minha frente ligado e totalmente confusa.

Entretanto cá estou, neste belo país. No outro dia fui a um sítio onde havia alguns prelectores. Todos se apresentaram, um a um e a última a apresentar-se era uma jovem rapariga por quem ainda nem tínhamos dado conta. Apresentou-se como “Doutora Cláudia, estagiária e estudante do segundo ano da licenciatura em Psicologia”. Adorei, doutora!

Termino este post com um clássico…

Obras

Há meses que me ando a desviar destas obras/buraco. No Verão, por piada , dizíamos que íamos e vínhamos à Itália e isto na mesma. O “íamos e vínhamos” significava ir em Setembro e vir em Dezembro. Sempre pensei que fosse mesmo uma piada e que a coisa se resolveria entretanto. Mas não. Em Dezembro estava na mesma, em Janeiro também. Em  Fevereiro vi a alcatroarem finalmente a estrada e pensei que desta é que era. Mas não foi. Hoje de manhã andavam com picaretas a furar o alcatrão novo. Hoje ao fim da tarde já não havia alcatrão outra vez…

Várias coisas

2 comentários

Olá amigos. Como estão? Eu estou bem, obrigado. Já faz quase uma semana que voltei para Itália e as coisas estão diferentes. Em primeiro lugar, a viagem até cá. Ora, depois de 2 viagens já feitas entre Porto – Macerata e vice-versa com uma média de meio-dia de viagem, a viagem neste ano novo conseguiu surpreender com umas incríveis 15 horas. No avião foi super tranquilo, até chegámos mais cedo que o previsto. O pior foi em Roma. Apanhei o comboio para o terminal de autocarros e daí seguia para Macerata no autocarro das 16h, chegando por volta das 20h. Foi aí que me enganei. Fiquei parvo quando na bilheteira a mulher me disse que o autocarro estava cheio. Vejam lá, que probabilidades. E quando era o próximo autocarro? Às 18h30. Isto eram 15h quando eu saí da bilheteria. Ou seja, seguiu-se uma seca macabra, uma das tardes mais mal passadas da minha vida. É que não se fazia nada, até deu para pensar em tudo na vida e ainda no Renato Seabra. Mas passado isto lá apareceu o autocarro, todo atrasado já. O que vale é que fui a dormir a maior parte da viagem.

Já em Macerata, as coisas andam de facto diferentes. Os inquilinos desta casa mudaram, entrou a Sheyling, a proprietária que tem um metro e quarenta e tal, se tanto, e a Bruna foi substituída por uma turca, amiga nossa. No entanto, o Federico continua residente, esse não desgruda. E como a turca só fica aqui até 28 de Fevereiro, o padrasto da Sheyling veio falar comigo a perguntar como é que fazíamos. E ele queria que eu passasse a pagar 250€ pelo quarto todo. E eu disse-lhe logo que vaselia daqui. Mas até estivemos de acordo numa coisa, a certa altura ele disse que achava que o Federico era maluco e eu concordei, sendo uma coisa óbvia. Conclusão, a partir de agora estou no mercado à procura de um quarto, vamos lá ver como isto corre. Pior co-inquilino não posso apanhar, de certeza. E logo quando cheguei cá a casa já estava num caos, tudo sujo, só loiça por lavar, cotonetes no chão da casa-de-banho. E ainda por cima os MEUS cotonetes, que eu sei bem que não usei porque não estava cá. Qualquer dia quero tirar as côdeas das orelhas nem posso.

Para além disso, esta semana fiz dois exames, um na terça e outro hoje de manhã. Aqui a maior parte dos exames são orais, ou seja, o professor está lá e faz-te umas perguntas e logo se vê. Na terça estavam lá as duas professoras com as quais tive francês e eu era o único examinando. Estava um pouco nervoso, confesso, porque era a primeira vez que era avaliado assim. É estranho, de uma maneira esquisita. Mas passei com 25, de zero a 30. Mas não concordo com esta avaliação porque com que cara é que um professor diz a um aluno logo ali que não passou? Ao menos na pauta é mais impessoal, podem-se chumbar os alunos à vontade, sem ver a cara triste nem nada. Já o de hoje era de Direito do Comércio Internacional, no qual obtive 27 valores. Não era fácil, mas o professor só me perguntou do que eu queria falar e eu falei do que sabia melhor. Em termos de tempo, o exame de francês foi meia-hora ou quarenta minutos e o de hoje foram cinco ou dez minutos. Só falta inglês na segunda-feira.

Ah, por último deixo-vos algumas fotos do estado da cozinha quando cheguei. Bom 2011 bebés.

 

2011

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Queridos amigos e convivas,
antes de vos fazermos um ponto da situação, queremos desejar a todos um sereno ano de 2011!
Agora passo ao ponto da situação: chegámos a Portugal no dia 19,  depois de 15 horas de viagem. Foram 15 horas bem passadas e começaram logo da melhore maneira, graças à esperteza dos italianos. Como sabem, nevou bastante em Macerata nos dias que antecederam a nossa partida e apesar disso acontecer todos os anos com maior ou menos intensidade, foi como se fosse a primeira vez. O que quero dizer é que foi um caos total: acidentes na estrada, comboios que não partiram nem chegaram, lojas fechadas, exames cancelados, entrega de Pizzas ao domicilio inexistente…  A neve, em vez de ser limpa o mais depressa possível, ficou para a posteridade durante dias e assim, andar pelas ruas era uma aventura perigosa para carros e peões. No entanto há registo de esforços para limpar a neve por parte dos macerateses que espalharam sal… pena ser por cima da neve e não depois de retirarem a neve. Numa palavra: ITÁLIA! Este escândalo valeu-me umas quedas valentes na madrugada da nossa partida para Portugal, dores intensas na semana seguinte e também imagens lindas dos Apeninos todos brancos. No final das 15 horas, todas elas recheadas de pequenas aventuras, chegámos a Portugal onde nos esperava a família e amigos, todos eles ansiosos por nos mimarem muito e nós desertos por comer português.
Mais gordinhos e mimosos, chegou a hora de sair de 2010 e entrar em 2011. A nossa amiga alemã veio para a ocasião e adorou. Fomos até Braga, a uma festa engraçada com mais alguns amigos.

Já em 2011

Depois de sobreviver a estas entradas em 2011, passamos uma semana a viajar por Portugal, a mostrar o país à rapariga que gostou, principalmente dos comes e bebes e de Lisboa. Há promessas de regresso, desta vez no verão 🙂

Stephanie em Portogallo

Agora é tempo de estudar e começar a rezar para que as 15 horas que ai vêm corram sem grandes percalços!

Votos

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A todos os nossos estimados seguidores..

Feliz Natal

Feliz Navidad
Frohe Weihnachten

Joyeux Noël
Merry Christmas

Wesołych Świąt
Mutlu Noeller

🙂

Natal

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De malas aviadas para partir… ci vediamo in Portogallo

Into the Wild

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O nosso último fim-de-semana foi passado into the wild. Alugámos um Fiat Punto com uns amigos e fomos dar um giro pelas montanhas, mais precisamente pelos Montes Sibilini e Apeninos, que são aqueles que nós vimos daqui da cidade. Um dos nosso objectivos, era conhecer esta Itália que não vem nos manuais para os turistas, conhecer um pouco mais da região das marcas e também esquiar. Sobre este último objectivo, foi por um triz que não o concretizámos ou melhor, por umas horas porque se quando chegámos havia pouca neve e as pistas estavam fechadas, tenho a certeza que antes mesmo de chegarmos a Macerata no domingo à noite, as montanhas que deixamos para trás, estavam todas cobertas de neve. Fica para a próxima.

Começámos a aventura em Sarnano, uma pequena vila no sopé dos Montes Sibilini. Tipicamente uma vila italiana destas bandas…. mas sem ninguém nas ruas. Estava tudo deserto, talvez pelo frio que estava.

Sarnano

Os Fab Four: Josep de Maiorca, Stephanie da Alemanha e André e Bruna de Portugal esse país que FICA na Europa e onde se FALA PORTUGUÊS

Pois é amigos, há grandes dúvidas sobre o nosso país. Uns perguntam se fica na Europa e outros se falamos Espanhol. Acho que ontem fulminei com o olhar um rapaz que mal conhecia porque me fez esta última pergunta. Já não tenho paciência para, como o Federico diria: “Cultura ZERO!!!” Adiante.

Como vimos tudo de Sarnano em pouco mais de 10 minutos, seguimos para o próximo destino. E eram só 10h00. O próximo destino era uma Estância de Ski que estava ainda fechada porque ainda não havia neve suficiente. Mas deu para brincar um bocadinho e beber um Cappuccino.

a pouca neve que havia, deu para um grande bocado de pura brincadeira

Próxima paragem: um monte mesmo ali ao lado que nos pareceu bem bom para subir.

Monte Jesus (baptizado por nós. Não fazemos ideia se tem já nome ou não)

Parecia que ia ser uma coisa rápida, mas nada disso. O caminho era íngreme e a meio começou um vento gélido. Conclusão, ficámos semi-congelados tivemos que abortar a subida a meio. No meio disto tudo, ainda deu para apreciar umas belas paisagens sobre a grande extensão de montanhas que por lá havia.

Sobre a paragem a seguir, não há fotos. Todos nos diziam que tínhamos de lá ir. Quando lá chegámos, aquilo era uma aldeia sem viva alma. Almoçámos no carro porque estava um frio malvado e depois seguimos viagem para um lago, onde encontrámos um senhor que nos falou de um sitio onde poderíamos apreciar umas belas paisagens.

Era disto que o homem falava

Percorremos mais meia montanha de carro, sempre com as melhores paisagens de sempre. Conhecemos mais uns vilarejos e depois acertamos planos para a noite e o dia seguinte: iríamos em direcção a L’Aquila e ao Gran Sasso de Itália.

Conhecem aquele ditote que “todos os caminhos vão dar a Roma” ? Bem, nem mais. Aqui, onde quer que estejamos há placas a indicarem o caminho para Roma, quer estejamos no meio de um vilarejo ou no centro de uma cidade. Por isso, lá seguimos o caminho para Roma e antes de chegar, virámos à esquerda para L’Aquila.Decidimos ir até esta cidade porque todos diziam que era bela, que fiava perto de outra Estância de Ski onde queríamos ir e também pela curiosidade de saber como estava depois do sismo que a assolou há pouco mais de um ano.

Ok, ouvimos comentários que L’Aquila “antes era bela, agora já não” e isso. Mas ninguém nos preparou para o murro no estômago que pelo menos eu levei quando lá cheguei: casas completamente destruídas, abandonadas, sem luz, paredes e muros seguros por andaimes e o centro da cidade vedado e com soldados do Exercito Italiano a guardar.  Pelas ruas estavam espalhados centenas de poemas escritos por habitantes daquela cidade desejosos de voltar às suas casas e às suas vidas, escritos por pessoas que perderam familiares no terramoto, pedidos de ajuda e lembretes ao governo italiano para a recontsrução.

L'Aquila

L'Aquila

Impossível ficar indiferente, impossível não nos sentirmos egoístas com as nossas “vidinhas tão complicadas e cheias de problemas altamente difíceis de resolver”. Caminhámos um pouco pela cidade e depois voltámos para o Punto, onde pernoitámos.

Hostel

No dia seguinte, partimos para a tal Estância de Ski que também ainda não tinha neve. Esquecemos o Ski e partimos para uma caminhada na montanha, dura a cansativa. Não chegámos ao cume, mas também não queríamos uma coisa dessas.

Gran Sasso, Apeninos

Regressámos no domingo à noite estoirados, mas contentes. Esta viagem foi inteiramente feita de mapa na mão, à antiga. Não nos enganámos muitas vezes porque já há em nós qualquer coisa de italiano. Mas seguir placas em Itália é tramado. São todas de cor azul à excepção das placas de sinalização de auto-estrada. O que é belo. Nunca sabíamos se iríamos ter a uma estrada de bois ou a um IP.

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